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Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam, de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e, sim, para disfarçá-la, sufocá-la. Ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Source: anmiranda
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O amor é bonito, sim. É aprendizado, é luta diária, é glória, é superação, é vontade, é cumplicidade, intimidade, amizade, e acima de tudo o amor precisa ser paciente, muito paciente. Tem que entender que tudo tem sua hora, que às vezes a distância dói, machuca e lateja.
Source: primicias
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É inevitável, mas bem ou mal a gente sempre acaba esperando algo dos outros. Nem que seja um obrigado.
Source: deixa-o-vento-soprar
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Eu não sei colocar pontos finais, eu não sei acabar com algo, eu não sei excluir alguém da minha vida.
Source: INVERNOPERFEITO
Eu levei um ano para conquistar o direito ao sorriso mais lindo do mundo e à confiança do olhar mais sincero. Eu levei um ano para que minhas palavras ganhassem valor, para que meu nome fosse referência a uma amizade, para que eu não fosse só mais um alguém qualquer. Não mais de uma hora destruiu tudo isso. Me foram arrancados em minutos os sonhos e as lembranças, tudo o que restou foi banhado pelo veneno do arrependimento, deixando apenas o gosto da culpa e a sensação de morte. Eu morri. Morri para a pessoa em função de quem eu vivia e, assim, morri para mim. Um ano depois parte de mim continua morta. Não mais me permitem o sonho ou a lembrança, mas eles vêm, e consumem o que houver de mais fraco em meu corpo. Sei que já conheci sentimentos que não sinto mais, mas não me recordo deles. O tempo os barra. Eu só queria ser motivo daquele sorriso de novo, ficar sob a mira daquele olhar e não ver nele repúlsa ou mágoa. É, eu queria reviver aquele último abraço apertado e sentir um carinho incondicional que acredito já ter sentido. Não me lembro. Tento continuar viva mantendo vivo o que me resta, imaginário ou não. Nem sucumbir à dor nem me livrar dela. Apenas remoê-la de vez em quando para não deixar que morra.
(Maio 27, 2012)
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